Postagens

Mostrando postagens de Agosto, 2010

Isso não tem preço!

Imagem
De vez em quando chegam mensagens que nos comovem e dão significado ao nosso trabalho. A Vanderléia é uma mãe que ajudamos no ano passado a obter vaga para sua filha na escola e que aprendeu por sua vez a ajudar outras mães. Essa sempre foi nossa primeira intenção: mostrar os caminhos para que a comunidade possa aprender a resolver seus problemas. Leia clicando aqui a mensagem que recebemos da Vanderléia no ano passado.
Este ano ela nos procurou novamente, solicitando ajuda para uma outra mãe, grávida e com dificuldades para encontrar vaga para dois filhos, após ter mudado de endereço. Hoje ela nos enviou uma nova mensagem que mostra a importância e a eficácia do exemplo na solução de problemas comunitários. Receber mensagens como essa não tem preço!
É com imenso prazer que lhe escrevo essas duas palavras... desculpe-me pela demora, é que somente hoje estou de folga e que posso falar com vc. A mãe das crianças veio em minha casa e pediu para eu lhe agradecer pela ajuda, pois as crianças…

Nova reunião na Secretaria da Educação, quando?

Imagem
No dia 29 de junho estivemos na COGSP com uma pauta de 29 itens que foram discutidos com o Prof. José Benedito e sua assessoria. Por ser uma pauta muito extensa, tivemos a promessa de que seria agendada nova reunião dentro de 20 dias para obtermos todas as respostas. Fazem hoje 2 meses e não conseguimos agendar a nova reunião. Será que ela só será marcada após as eleições? (brincadeira...)
Releia clicando aqui o documento entregue à COGSP e dirigido ao Secretário Paulo Renato.

Denúncias, só com e-mail e telefone

Mais uma vez esclarecemos que só poderemos ajudar quem se identifica através do e-mail educaforum@hotmail.com, informando um telefone válido.

Obrigada!

Que tipo de monstro? - A Série 3

Imagem
Desta vez a história é sórdida demais e não é o caso de entrar em detalhes: o assassinato de duas adolescentes, mortas pelo caseiro de um colégio público no Parané e enterradas no terreno da própria escola. O inquérito ainda não está concluído, apesar da confissão do caseiro.

O que mais chama a atenção nesse caso é o longo tempo que se passou entre o primeiro crime e a descoberta dos dois cadáveres: dois anos. Isso reforça a idéia de que escola pública é "terra de ninguém" e que seus alunos não valem nada, aos olhos da sociedade, da mídia e do poder público.

A primeira aluna ficou "foragida" durante dois anos e apenas agora levantou-se a suspeita de que algo mais grave tivesse ocorrido a ela. Numa hora como essa penso que seriado policial americano serve pelo menos para mostrar que a realidade poderia ser diferente, rs. Lá, os processos são anunciados como "The people against..." - O povo contra... (nome do acusado) e os investigadores vão a fundo buscar te…

Aulas de Direito na rede estadual de São Paulo!

Imagem
Yes!!! Você sabia que as nossas escolas estaduais "dão aula" de direito aos seus alunos? (Sim, você sabia mas esqueceu, pois faz tempo que não batemos nesta tecla e este é um país sem memória!... )

Há pelo menos quinze anos, os Conselhos de Escola da rede estadual vestem a toga de juiz e deliberam pela expulsão de alunos, julgando seus "crimes". Seria um excelente "workshop" para estudantes de direito, mas a questão é que os alunos que recebem essas "aulas" são de Ensino Fundamental e Médio, que não estudam a legislação. Até aí, tudo bem, o exercício seria válido até para uma faixa etária mais jovem, pois nunca é cedo demais para o aprendizado da cidadania.
ENTRETANTO, trata-se de prática ILEGAL e INCONSTITUCIONAL! Doeu?

Não, para a maioria não dói! No faroeste que é a rede pública de ensino vale tudo, até mesmo a instalação de tribunais de exceção para expulsar aqueles que a escola deveria incluir e preparar para o futuro.

Voltamos a este assunto…

Que tipo de monstro? - A Série 2

Dando continuidade a esta série assustadora, segue link para matéria sobre aluno de 11 anos:

Garoto diz que foi torturado por diretora de colégio no Rio

Como sempre comentamos aqui, o caso não é raro. Lembrem o caso da EE Lucas Roschel Rasquinho, que acabou de se tornar uma escola modelo graças à nova direção e cuja antiga diretora torceu o dedo de uma aluna. Maus tratos, torturas físicas e psicológicas de alunos por parte de quem deveria cuidar deles são muito comuns na escola e só ocorrem pela certeza da impunidade. Tomara que os pais desse garoto resolvam não apenas processar a diretora, mas também a prefeitura do Rio de Janeiro por esse crime ocorrido numa escola da sua rede.

Clique para ver a primeira matéria da série Que tipo de monstro?
Mais uma vez coloca-se a questão: quando é que a qualidade do ensino se tornará o maior problema da educaçaõ pública no país?...

Seu argumento é a força?

Imagem
Excelente, a sugestão da amiga professora Glória para ler o artigo do psicanalista Contardo Calligaris sobre castigos físicos (clique neste link), que vai na contracorrente da opinião pública brasileira. A sociedade brasileira parece estar de acordo de que "um tapinha não dói", nem um murro, uma surra ou outra medida "pedagógica" que envolva a agressão física. Eu disse medida PEDAGÓGICA, é assim que a sociedade brasileira parece encarar os maus tratos impingidos a crianças e adolescentes. Curiosamente, fala-se dessas medidas "pedagógicas" somente no que diz respeito ao ambiente doméstico, como se elas não existissem na escola.
Para bom entendedor, meia palavra basta. Se a agressão física é amplamente aceita no ambiente doméstico, muito mais o será na escola, esse ambiente "pedagógico" por excelência...
Para deleite daqueles cujo argumento é a força, segue um link que apresenta algumas medidas "pedagógicas" praticadas em escolas nos dias…

Lucas Roschel Rasquinho, quem te viu, quem te vê!

Imagem
Em maio de 2008 iniciou uma linda história, no início bastante dramática, que pôs fim ao "reinado" de uma direção incompetente e autoritária na EE Lucas Roschel Rasquinho, Parelheiros, São Paulo Capital. Leiam aqui o primeiro post que relata a luta dos pais do aluno Paulo, a princípio preocupados com a integridade do filho, perseguido na escola. Percebendo que a perseguição se intensificava cada vez que reclamavam, esses pais nos procuraram e fomos visitar a comunidade ao redor da escola. Convencidos da péssima direção e da omissão da diretoria de ensino, levamos esses pais para a Secretaria da Educação. O Paulo, aluno adolescente do Ensino Médio, também foi à reunião, onde convenceu as autoridades do seu bom caráter e inteligência. Nada justificava a perseguição de que era vítima!
Não fizemos isso apenas para combater uma injustiça contra um único aluno: estava claro que a perseguição ao garoto visava atingir os pais, que percebiam e apontavam as falhas da escola, onde ocorr…