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Mostrando postagens de Julho, 2008

Pedagocídio

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Nos últimos anos, cansamos de pedir que a Secretaria Estadual da Educação de São Paulo se posicionasse sobre a “utilidade pedagógica” da suspensão e da expulsão de alunos, já que a ilegalidade desses instrumento de punição é absolutamente desprezada. Em vão.
A suspensão é o primeiro passo para a expulsão e essa prática jurássica é comum em 100% das escolas da rede, aliás, de todo o país. Essa é mais uma tarefa que eu pediria para o InepT realizar, se eu tivesse alguma confiança nesse inútil órgão federal: fazer a estatística das escolas públicas que NÃO praticam a suspensão e a expulsão de alunos. Certamente essa percentagem não passa de 1 ou 2%, mas nunca saberemos, pois o Brasil é o país que não deseja suas crianças e jovens pobres dentro da escola, por isso a suspensão e a expulsão são bem-vindas, bem como a internação na ex-Febem/hoje Casa, um campo de concentração onde as torturas só foram diminuídas depois que essa prática “pedagógica” foi denunciada nos tribunais internacionai…

O gerúndio que mata

Leia o texto da professora Glória Reis sobre o caso do bebê Gabriel, morto numa creche particular em São Paulo, mais uma vítima do descaso das autoridades que, se não fiscalizam a rede pública de ensino, muito menos se preocupam com a particular.

A diretora de ensino, Leila Barbosa Oliva, responsável pela creche onde morreu o menino Gabriel, declarou que estava tomando providências para melhorar o atendimento, o que estava no "projeto pedagógico" desde o ano passado. Ela declarou:
“No final do ano passado, a supervisão deixou em termo a necessidade de se treinar os funcionários em primeiros socorros e de essa preocupação estar expressa no projeto pedagógico. O projeto apresentado pela escola esse ano já continha as providências que a direção estava tomando em relação ao atendimento do socorro.”
Leia a notícia Família protesta em frente à creche onde morreu bebê

Serviço público no Brasil é assim: passou para o papel, serviço pronto. Não importa que as crianças sofram toda espécie…

Viva o jeitinho!!!

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O Brasil é esse país singular onde aluno da rede pública de ensino é cobaia de tudo:

- cobaia da educação física, disciplina que consiste em largar a classe na quadra da escola chutando uma bola, para experiências de “socialização”;

- cobaia de uma nova maneira de pesquisar, sem biblioteca, sem computador e sem orientação;

- cobaia da educação “religiosa”, disciplina criada para inglês ver que o Brasil é o país do ecumenismo;

- cobaia de práticas pedagógicas como a “Justiça restaurativa”, oriunda da Nova Zelândia.

A última moda é a inclusão da sociologia e da filosofia nas escolas de Ensino Médio. Essa vai ser top de linha em termos de improvisação. Pasme: a inclusão das duas disciplinas tornou-se obrigatória após um debate de décadas e mesmo assim:

- O Brasil precisa de 15 vezes mais professores de filosofia e 40 vezes mais de sociologia para que todas as escolas de ensino médio passem a ter aulas das duas disciplinas.

- Hoje o País tem 20.339 professores de sociologia atuando nas escolas, …

A Nova Zelândia é aqui!

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A pouca esperança que tínhamos, de que a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo estivesse disposta a diminuir seu autoritarismo, marca registrada da política atual há 14 anos, está se esvaindo. Entra secretário-sai secretário, o que resta é o clima pesado e sombrio de uma rede onde o aluno é desrespeitado em seus direitos básicos. Não basta receber 75% de aulas ruins e 25% de aulas vagas, não ter biblioteca ativa nem receber orientação para aprender a fazer pesquisa, o aluno ainda costuma ser humilhado por profissionais que detestam o magistério e vive sob a ameaça de expulsão, muitas vezes concretizada. O pior secretário estadual, na minha opinião, foi Gabriel Chalita, que conseguiu enganar a sociedade com seus delírios de “pedagogia do afeto”, enquanto os alunos eram tratados aos berros e desenganados em suas esperanças de um futuro melhor. Que o diga uma das minhas filhas, que chegou um dia chorando da escola, pois o professor de física havia passado a aula falando para os a…

Ilha da fantasia global

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Do blog da professora Glória Reis, sem dúvida a cabeça mais lúcida pensando a educação nesta terra tupiniquim-piniquim. A Glória é uma pessoa humana demais e classificou a campanha Criança Esperança como ridícula e patética. Na minha opinião pessoal, essa campanha é perversa.
A imagem-slogan da campanha Criança Esperança deste ano (leia) demonstra mais uma vez a desinformação nacional sobre a escola pública. Vejam acima, a figura da campanha com uma menina se prostituindo na rua e outra figura transmutando a garota para uma sala de aula, onde estará salva e feliz para sempre como nos contos de fada.
O leitor é levado a se iludir de que poderá salvar as crianças da prostituição através da escola.
Ora, vejam o quanto isso é grave. Demonstra que a nossa mais influente rede de comunicação não sabe que criança miserável não pode frequentar escola. Aliás, desconhecimento que não é novidade nem quanto à rede Globo, nem quanto à sociedade como um todo.
Então, vamos esclarecer (quem quiser comprov…

Mais uma do InepT

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Está havendo uma polêmica sobre os números do IDEB da rede municipal de São Paulo, aquela que não atende os pais, que permite a seus funcionários atirarem sapatos nas costas dos alunos, que deixa seus professores exibirem o filme Tropa de Elite para classes de 6ª Série, que acoberta diretores e supervisores relapsos etc. etc. Segundo a Folha de São Paulo,
"equivocadamente, o Inep (instituto de pesquisas e avaliações do MEC) computou como reprovados os alunos que foram transferidos de escola, os que abandonaram os estudos e até os que morreram no ano letivo". http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u414725.shtml
O IDEB é um índice que considera não apenas a qualidade do ensino das escolas, mas também o fluxo (índices de inclusão). Eu gostaria muito que alguém me respondesse (e não vou perguntar para o próprio Inep, que passei a chamar de InepT depois que se recusou a fazer o levantamento das aulas vagas e das bibliotecas ativas na rede pública): ora bolas, será que e…

Crianças e adolescentes sem advogados

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A OAB-SP não renovou o convênio com a Defensoria Pública de SP. Imaginem, então, como é que ficarão os alunos das escolas públicas... A partir de hoje (14), as crianças e os adolescentes das famílias pobres não terão nem mesmo direito a advogados... As diretoras autoritárias vão "deitar e rolar"... Mas não vai ser muito diferente do que já acontece em SP... Aluno é mantido na aula, sem socorro, após quebrar punhos em SP (Folha Online, 02/07/2008). A família de um estudante de 12 anos acusa uma escola municipal de manter o garoto na sala de aula por cerca de uma hora e meia, sem socorro, após ele fraturar os ossos dos punhos e do pé esquerdo durante a aula de educação física. Com 260 mil advogados em SP, nenhum deles atendeu aos apelos do Gustavo Ioschpe: Se algum advogado estiver lendo essas linhas e acreditar que cabe processo contra a escola ou seus responsáveis, por favor me mande um e-mail, e farei todo o esforço para colocá-lo em contato com a família de Felipe. Leia o …

Senhora Secretária, favor agendar!

Prezados pais, já que vocês acham que a gente não trabalha, rsrs, lá vai novo documento enviado hoje à Secretária Maria Helena de Castro.

E d u c a F ó r u m

São Paulo, 14 de julho de 2008

Profª Maria Helena de Castro
Secretária da Educação do Estado de São Paulo

Cópia para o Governador José Serra
Palácio dos Bandeirantes

Cópia para o Coordenador da COGSP
Prof. José Benedito de Oliveira

Cópia para a Coordenadora da CEI
Profª Edna Matos

Ref.: Abuso de autoridade na rede estadual de ensino - Solicitação de nova reunião

Prezada Secretária, prezadas Autoridades,

Gostaríamos de relatar alguns fatos que ocorreram após a nossa visita à Chefia de Gabinete da SEE, no dia 05 de junho, quando demos um voto de confiança à Secretaria, no sentido de buscar soluções para os graves problemas de abuso de autoridade na rede estadual de ensino. Mais uma vez confirmamos que a reunão foi excelente e que pela primeira vez em anos fomos muito bem tratados na SEE, pelo próprio Chefe de Gabinete, pelo novo Coor…

Professor José Benedito, veja o esquema!!!

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Retirei da caixa de comentários o depoimento da professora Suely Valente, uma das poucas que tiveram a coragem de denunciar as falhas e falcatruas cometidas na rede pública (e pagou um preço alto por isso!).
Esse depoimento é no mínimo inquietante, pois mostra claramente a conivência das Diretorias de Ensino com as irregularidades cometidas pelos diretores de escola. Professor José Benedito, como podemos assim confiar em sindicâncias conduzidas por Dirigentes de Ensino? As escolas públicas necessitam com urgência de intervenções efetuadas por auditorias externas!!!

O depoimento da professora Suely:
Quando uma diretora começa a chamar os pais para participarem da APM (inclusive quando ela insiste muito com determinados pais) logo após as denúncias, pode ter certeza que ela já teve tempo para ARRUMAR todas as falcatruas cometidas. É fácil para elas, pois estão com a documentação na mão, é só completar os balancetes trimestrais com notas fiscais adquiridas ilegalmente (compradas) e tudo pa…

Finalmente, o apartheid comprovado!

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Desemprego, informalidade e baixa escolaridade excluem socialmente 19 milhões de brasileiros entre 15 e 19 anos, ou seja, mais da metade do total de jovens do país (34 milhões).

Os dados são do diagnóstico Trabalho Decente e Juventude no Brasil, que será lançado este ano pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). A pesquisa mostra a dívida que a sociedade brasileira tem com a juventude. A escolaridade dos jovens de família rica é o dobro das de família pobre.

Leia inteiro aqui: http://aprendiz.uol.com.br/content/cujubruduh.mmp

Multifratura? Frescura! Atirar sapato? Brincadeira!

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Você que acompanhou a “saga” da EMEF Imperatriz Dona Amélia sabe que na rede municipal de São Paulo os alunos correm o risco de serem agredidos por professores e funcionários, sem que nada seja apurado. Leia agora a matéria da Folha de São Paulo de ontem e a nota de Gustavo Ioschpe no site da Veja, sobre o aluno que sofreu fraturas múltiplas durante uma “aula” de educação física, não foi socorrido, não teve autorização para ligar para a mãe e precisou voltar para casa sozinho, com a ajuda de colegas http://veja.abril.com.br/gustavo_ioschpe/notas_020708.shtml.

Postei no site da Veja um comentário a respeito da nota de Gustavo Ioschpe que, aparentemente, é dos poucos no país a se indignar com essas atrocidades “pedagógicas”. Ele lançou um apelo para buscar um advogado que se disponha a tomar as medidas cabíveis para indenizar o aluno e a família. Peguei carona nesse apelo, pois nós do EducaFórum já cansaaaaaamos de pedir a ajuda de algum jurista ou advogado, até aposentado, em nome de pa…

A escola vai fechar! Você já caiu nessa?...

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Os pais e alunos que se atrevem a fazer qualquer denúncia sobre sua escola costumam ser pressionados a desistir através da velha lenga-lenga de que as denúncias atiram a escola "num mar de lama" e que ela corre o risco de ser fechada. Você já foi vítima dessa manobra arquitetada para tapar sua boca? Pois isso acabou de acontecer na EE Lucas Roschel Rasquinho, em Parelheiros, após as denúncias formalizadas em maio e a visita do Prof. José Benedito de Oliveira, Coordenador da COGSP, à escola, em 10 de junho. Leia a seguir o documento que acabamos de enviar ao Prof. José Benedito sobre a nova documentação que protocolamos hoje em seu gabinete, onde fomos atendidos pelo Prof. José Luiz.
Os fatos anteriores você lê aqui http://educaforum.blogspot.com/2008/06/mdia-nota-zero.html
E d u c a F ó r u m

São Paulo, 02 de julho de 2008
Prof. José Benedito de Oliveira Coordenador da COGSP
Ref.: EE Lucas Roschel Rasquinho, Parelheiros - Entrega de nova documentação
Prezado Prof. José Benedito,…