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Mostrando postagens de Novembro, 2006

Saiu nosso artigo!

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Saiu nosso artigo Gestão participativa na escola - A exclusão da comunidade na revista Gestão Educacional, publicada pela Editora Humana atendimento@humanaeditorial.com.br.
É matéria de capa e trata-se da versão resumida de um texto a ser publicado no livro Educação 2007, também da Humana. O artigo mostra a realidade da gestão escolar na rede pública de ensino e apresenta soluções viáveis para a efetiva implantação da gestão participativa.

Autores:

Giulia Pierro e Vera Vaz, do EducaFórum/Escola do Saber
Caroline Miles – Coordenadora do site Pais Online http://paisonline.homestead.com
Cida Gomes - Coordenadora do Grupo de Trabalho pelo Fechamento da Febem http://fecharfebem.cjb.net
Cremilda Estella Teixeira - Coordenadora do blog Cremilda Dentro da Escola http://cremilda.blig.ig.com.br
Glória Reis – Professora e autora do livro Escola, instituição da torturahttp://gloria.reis.blog.uol.com.br
Mauro Alves da Silva - Movimento Comunidade de Olho na Escola Pública www.geocities.com/coepdeolho

Moda

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Que tal esse modelito pra depois não ter que usar luto?

Dia de luto

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São notícias requentadas e sem data. Quem se importa com o dia, o ano, a hora? Mesmo porque são fatos corriqueiros e, realmente, não sensibilizam ninguém.

O Jornal da Tarde de hoje informa que o Ministério Público investiga denúncias de torturas contra adolescentes internos na Febem de Bauru, interior de São Paulo. Um garoto foi espancado diversas vezes e ficou cego, outro levou pancadas nos rins até urinar sangue e os demais sofreram vários tipos de agressões. Isto dentro de uma instituição "educacional" chamada Fundação para o Bem Estar do Menor...

Não vou comentar mais nada, pois sempre fico de luto quando leio estas notícias, mesmo sabendo que são corriqueiras e principalmente que não interessam para ninguém, o que significa que tudo fica como está. Ah! Para que os educadores de plantão não sugiram que os agressores foram colegas dos garotos internos, esclareço que se trata de funcionários da própria Febem, agindo dentro da proposta "pedagógica" da instituição.

Fi…

Todos no paredão?

"Balbúrdia". Dá para acreditar que essa foi a expressão usada pela Coordenadoria de Educação de Guaianazes para definir o que ocorreu na escola municipal Vladimir Herzog, em Cidade Tiradentes, zona leste de São Paulo? Vocês vão ficar certamente curiosos: o que será que seria?
Briga de aluno no pátio? Penetração de estranhos no interior da escola? Rato correndo entre as carteiras? Ou até algo que marca para sempre a memória dos alunos, como a professora de matemática ter um desarranjo intestinal e não conseguir alcançar o toalete (minha lembrança mais vívida da escola!...)?

Não, nada disso! Essa definição absolutamente ridícula, que se aplicaria, quando muito, a um "evento" como esse que tornou inesquecível minha 3ª Série, foi dada para camuflar uma situação calamitosa, de longe a que mais prejudica o ensino público neste País: a

A U L A V A G A,

expressão proibida nas redes estadual e municipal de São Paulo, pois caracteriza OFERTA IRREGULAR DE ENSINO, contrariando o…

A Cultura da Aula vaga e a Impunidade que a mantém

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Reproduzo aqui um diálogo que ocorreu em uma lista de educadores da qual faço parte. Acho muito significativo o que foi comentado ali e dá pra ter uma visão do que rola nas escolas e o que os professores pensam de suas próprias faltas e de seus colegas...
Todos os citados permitiram expor aqui suas opiniões e seus nomes ( o que considero um avanço pois só na hora em que os bons professores começarem a denunciar o que ocorre em suas escolas de errado vamos ter as provas que necessitamos para separar o joio do trigo)
Parte 1
Uma professora reclama do governador porque este obriga o professor a trazer atestado e repor as aulas se faltar mais que três dias por doença "... Aqui neste estado, professor num tem nem o direito de ficar doente, pois se ficar e precisar de atestado de até três dias, terá que repor as aulas nos sabados ou em recesso"...
Minha resposta a ela foi uma pergunta jamais respondida:
"Acho que não entendi direito, professora... A senhora está reclamando o direi…

Tomaram providências!!!

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Isto é incrível!!! No dia seguinte à denúncia feita no jornal global SPTV, o professor Luís Bispo e a diretora da escola foram afastados (veja post de ontem). Pela primeira vez em 17 anos de denúncias, vemos uma ação tão rápida das autoridades nesse sentido. Parabéns ao SPTV e a...quem? Qual é a autoridade a quem devemos agradecer?

EducaFórum/Escola do Saber



Imagem George Deem

Vai tomar providências???

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No blog da Cremilda, nosso amigo Mauro A. Silva, sempre atento a tudo (ao pouco...) que a mídia divulga sobre educação pública, faz um resumo do que tem sido publicado por estes dias sobre a situação gravíssima de um esquema que visa acobertar o fenômeno da AULA VAGA, a falta de professor dentro da sala de aula.Parabéns, Mauro, pelo seu trabalho!

Jornal da Tarde revela FARSA EDUCACIONAL em SP

Mesmo sem aula, aluno ganha nota.
MP apura uso de notas falsas na rede estadual
ARTHUR GUIMARÃES, arthur.guimaraes@grupoestado.com.br
Quinta-feira, 23/11/06

A promotora Fernanda Leão, integrante do Grupo de Inclusão Social do Ministério Público Estadual (MPE), deverá intimar nos próximos dias 19 ex-alunos e alunos da rede estadual de ensino, em uma investigação que apura um esquema na Secretaria Estadual da Educação de aprovação ilegal de estudantes - com notas falsas - que estavam há mais de seis meses sem professores em certas disciplinas do ensino médio. (...)
A situação chegou a ser noticiada, na …

Não perca!!

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Imagem - De Chirico

Hoje, 22/11,às 21:00, Cremilda Estella Teixeira participando do programa AL em debate
da TV Legislativa, TVA canal 66 e NET canal 13. O assunto é Inclusão de Filosofia e Sociologia no Ensino Médio.

Sem poesia

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O texto abaixo foi escrito pela nossa amiga Cremilda, a mulher que poderia estar no lugar de Lula no Planalto. Ela faria a única revolução necessária para que este País pudesse entrar no ritmo de desenvolvimento real dentro dos próximos quatro anos: garantir a presença do professor em sala de aula, do coordenador pedagógico orientando o professor e do diretor dentro da escola, supervisionando ambos. Simples assim. O contrário do que costuma acontecer na maioria das escolas públicas deste País, que ainda não despertou para a importância de PROMOVER (não passar de ano...) suas crianças e adolescentes. Pelo contrário, o que se promove no Brasil é o professor, que se entende merecer "um bom salário", esteja ou não em sala de aula e trabalhe ou não de forma satisfatória. Todos os indicadores: PISA, Prova Brasil, Saresp, Saeb etc. provam que seu desempenho é insatisfatório. E o absenteísmo do professor é tão grave que na maioria das escolas públicas a aula vaga costuma somar em mé…

Mais poesia

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Por inspiração de nossa amiga Glória, vai aqui um poema de Adão Ventura, poeta brasileiro desaparecido em 2002, muito apreciado no Exterior. Você conhecia? Eu não. O Brasil não conhece o Brasil...

ORIGEM

Vestir a camisa
de um poeta negro
- espetar seu coração
com uma fina
ponta de faca
- dessas antigas,

marca Curvelo,
em aço sem corte,
feito para a morte

- E acomodar
no exíguo espaço
de uma bainha

sua dor-senzala.

Um pouco de poesia

Leiam, na seção de textos (link do lado esquerdo do blog) a linda crônica do nosso amigo Leandro (http://maiscontradicoes.blogspot.com), Na escola, uma história de professor e aluno contada com rara sensibilidade.

Tribunal de exceção

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No post anterior, "Maquiavel na escola", relatamos as formas mais "sofisticadas" de expulsão de alunos das escolas públicas. Já esta mensagem mostra a forma mais corriqueira, ou seja, o julgamento do aluno em um "tribunal de exceção" criado pelo Conselho de Escola, justamente o órgão que deveria garantir a administração da escola dentro da democracia e da legalidade. É espantoso o número de escolas que se sentem no direito de recorrer a esse tribunal ilegal para punir seus alunos na mínima transgressão. Isto só ocorre porque os pais não conhecem os direitos de seus filhos e temem perseguições e represálias, caso questionem esses procedimentos absurdos. A seguir, uma mensagem que acabamos de enviar à Ouvidoria da Educação do Estado de São Paulo, relatando uma denúncia que nos foi encaminhada por uma mãe de Taboão da Serra. Temos certeza de que a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo não irá compactuar com os procedimentos ilegais tomados pela escol…

Maquiavel na escola

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Devido ás dúvidas dos leitores, achei interessante trocar em miúdos a forma como ocorre a expulsão de um aluno da escola. É algo maquiavélico, pois a expulsão em si é proibida: a Constituição Federal garante acesso ao ensino para todas as crianças e adolescentes e o ECA reforça essa garantia, determinando que em nenhuma situação o aluno pode ser impedido de acessar a sala de aula. A expulsão precisa ser portanto muito bem tramada e articulada. Ainda me lembro do menino garrafeiro que passava aqui em casa e que entrou na 1ª série junto com meu filho. Depois de uns meses perguntei como estava indo na escola e ele respondeu que havia sido transferido para o curso noturno - com nove anos de idade! Fui reclamar com a diretora e ela disse que a medida havia sido tomada "de comum acordo com a família", pois o estudo estava atrapalhando o trabalho do garoto... Logo em seguida, o menino abandonou a escola.

Mas o melhor exemplo de uma expulsão maquiavélica é o texto da Glória que me pe…

Mais perseguição

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Hoje recebi duas denúncias de perseguição em escola. Uma delas é especialmente tocante, pois foi bem detalhada pela mãe do aluno, mostrando requintes de crueldade nas atitudes da professora e da diretora. É impressionante como as crianças são rotuladas de "marginais" cada vez mais cedo na escola e uma simples brincadeira é tratada como crime. O caso deste garoto é especialmente sério, pois ele é provavelmente disléxico, e, além de não receber ajuda na escola, está sendo alvo de perseguição. Um dos motivos, certamente, é o fato de o aluno não ter uma família convencional, como apreciam os educadores preconceituosos. Esse menino é certamente bem cuidado pela avó e amado pela mãe, como aliás mostra o depoimento, mas aos olhos de certas múmias da "burrocracia" oficial, é um sem-família que só merece desprezo. Certos profissionais gostam de espezinhar justamente as crianças que mais precisam de apoio. Mas talvez haja um outro viés a ser considerado: se esse menino tives…

Bordoada?

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Nosso amigo Serjão enviou o link http://oglobo.globo.com/educacao/mat/2006/11/07/286566020.asp, com matéria de O Globo informando que as escolas privadas do Rio “perdem” alunos do ensino médio para a rede pública.

Mais uma vez a mídia coloca o “problema” como sendo uma questão de poder aquisitivo: “Sem escolha, os jovens tiveram que trocar de colégio por falta de dinheiro”.

Como costumo dizer desde o início dos anos 90 (fui inclusive “copiada” pelo meu xará Júlio Groppa Aquino, hehe), a divisão do ensino brasileiro em rede pública e particular é o mais eficaz instrumento de manutenção das distâncias sociais. Então eu não me canso de falar: enquanto os formadores de opinião – empresários, profissionais liberais, artistas e, óbvio, professores – matricularem seus filhos na rede pública apenas por falta de $ e entenderem que os estão enviando para o patíbulo, a educação neste País não vai melhorar. Trata-se de um “apartheid consensual”, outra expressão que estou forjando aqui (mas não vou …

Escólia de rodínias

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Ao ler o artigo a seguir, copiado do site Todos pela Educação, lembrei da "Escólia de rodínias" do Seu Creysson, que provocou o riso de muitas pessoas, como se fosse algo completamente absurdo. Na realidade, o conceito de escola de rodinhas é muito antigo. Trata-se de uma desculpa esfarrapada das autoridades educacionais para justificarem a falta de vagas na rede pública: existe vaga para todos, mas... algumas escolas estão superlotadas e outras com vagas ociosas. Portanto, se as escolas tivessem rodinhas...

Mas a idéia do Seu Creysson ia agradar muito mais ao aluno do que às autoridades, que aliás adooooram uma escola vazia. Qual o aluno que não gostaria de estudar dentro de um trêiler, fazendo todos os dias um passeio diferente?... Mas como diz João Luiz Almeida Machado, não é necessário que a escola tenha rodinhas. Basta o professor levar o mundo para dentro da sala de aula. Já imagino a grita da corporação: "Professor não tem dinheiro para comprar jornal, revista, co…

Pedagocídio

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Pesquisas apontam que a adolescência está chegando cada vez mais cedo e terminando cada vez mais tarde. Supõe-se então que a idade adulta está se tornando “mais curta”. Mas, talvez, falta refletirmos um pouco mais sobre o que se entende por infância, adolescência e idade adulta. O assunto é maturidade, right?

Se a nossa sociedade adulta tivesse um nível de maturidade satisfatório, esse tipo de questão nem seria colocada. Fala-se tanto em “idade adulta” porque as fases anteriores costumam transcorrer de forma conturbada. Gostaria de abordar um problema cada vez mais freqüente nas escolas públicas brasileiras. Ao invés de os jovens serem melhor orientados – em vista do suposto aumento do tempo da adolescência – eles são cada vez mais expulsos da escola, por entrarem em confronto com supostos adultos. No país que criou o Estatuto da Criança e do Adolescente, cada vez mais jovens são submetidos a tribunais de exceção, constituídos por Conselhos de Escola eleitos e/ou mantidos de forma ileg…